I’m back, bitches!

E aí, pessoal! Anos se passaram, não é mesmo?
Então aqui vai um resumão do que rolou durante essa minha sumida: voltei ao Brasil, comecei a trabalhar com e-commerce, entre eles: Q.Guai, Myth, Limits, Kor Water, Thug Nine, Fábrica de Monstros, AmoMuito.com, Bazis, Uníti Rio, Limits e Óculos Bamm (meu portfólio – ainda em construção – vocês podem ver aqui). Depois de 1 ano e meio trabalhando para e-commerces que não eram meus, resolvi abrir o meu próprio e-commerce, que vim hoje apresentar pra vocês: Khyara.com.br.

Comecei um blog por lá também, mas com conteúdo mais variado. Por aqui, espero voltar a falar de moda! ❤

Abaixo, seguem alguns produtos disponíveis na Khyara, desenvolvidos também por mim! Ah, fazemos entrega internacional! 🙂

Choker Triplo Buonanotte

Choker Triplo Buonanotte – R$ 69

 

Maxipulseira Dharma - R$ 135

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Kit 2 colares Energia - R$ 62

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Gostou, vai lá na Khyara! E não esqueça de acompanhar o blog por lá também! 😉

Fendi, o restauro da Fontana di Trevi e a crise italiana

Finalmente abriu um espaço para encaixar Roma na minha vida e lá fui eu louca para ver a Fontana di Trevi.

Alguns dias antes, me deparo com a notícia de que o local já estava em processo de restauro e todo o meu plano de jogar a moedinha na fonte e fazer o meu desejo, iria por água abaixo. Na verdade, água seria o que eu não iria ver no local.

As obras na Fontana di Trevi  já era anunciada desde 12 de dezembro de 2012, quando a grife italiana firmou o contrato no qual se comprometia em investir na restauração do monumento aplicando cerca de 2 milhões de euros.

Apesar de todo o marketing que foi feito com o objetivo de não cessar o turismo no local, a verdade é que chegar para ver o monumento envolto por andaimes e sem água é um pouco decepcionante. A restauração teve início em junho e nesta semana, no primeiro dia que fui ao local, ainda não haviam disponibilizado a passarela que já deveria estar em funcionamento até o final do mês passado. Conversei com um senhor que monitorava a obra e o mesmo me disse que tudo ocorrendo bem ela estaria disponível na manhã seguinte. Voltei e mais uma vez tive que lidar com a frustração: uma fila enorme para se aproximar mais das esculturas e policiais apressando os visitantes que mal conseguiam tirar suas fotos ou lançarem suas moedinhas na fonte. Sem água.

Todos os monumentos de Roma praticamente estão em processo de restauro com ajuda da iniciativa privada, como é o caso do Coliseu que recebeu 25 milhões oriundos da empresa de calçados Tod’s. Ainda que seja um susto para os turistas encontrar praticamente toda a cidade em obra e se deparar com paisagens bem diversas dos cartões-postais, a prefeitura de Roma como já anunciado, não teria condições de arcar com tudo isso. A Fendi, no caso, considerando o investimento feito em outro complexo de fontes da cidade, está investindo mais de 320 milhões. Em contrapartida, após esse investimento, a grife terá uma placa ao lado do ponto turistico informando a sua contribuição.

A previsão para o fim das obras na Fontana di Trevi e no Coliseu é para o segundo semestre 2015, mas outros locais também podem ser avistados passando por restauros como é o caso do Altare della Patria e da Piazza St. Pietro (Vaticano). Esse tipo de acordo entre Governo e as empresas privadas foi feito justamente com o intuito de driblar a crise no país, já que os cofres públicos atualmente se encontram vazios mas os bolsos dos políticos não e o turismo faz o capital externo entrar no país. Para as grifes italianas isso também é uma vantagem, não pensem que todos se solidarizaram com o pobre do Netuno rachado na Fonte… são os famosos cartões-postais do país que atraem os turistas, os mesmos que compram e  promovem o movimento comercial no país. Outras marcas também estão investindo em arte dentro da Itália, como a luxuosa grife Prada que sem divulgar o valor investido, restaura “A última ceia” de Giorgio Vasari que foi danificada após ficar horas debaixo d’água em 1966 quando Florença inundou.

FAQ sobre morar em Milão

Olá, pessoal!

Voltei… e agora estou em Bolonha. Depois de muita correria aqui, consegui um tempinho para atualizar o blog. A minha ideia era de no primeiro post escrever um pouco sobre Londres e o curso que fiz lá, mas recebi tantas perguntas nesse meio tempo sobre como era morar em Milão, que esse post entrou como prioridade.

Então, para quem está vindo para cá nestes próximos meses, confiram as respostas para as perguntas abaixo:

1) Como é a cultura italiana? Como foi sua adaptação em relação a isso?

A cultura italiana é muito diferente da brasileira, apesar de entre as culturas europeias ser a que me parece a mais próxima de nós. No geral, ela tende a ser mais machista… mas não parece incomodar as mulheres daqui. Muitos detalhes da cultura deles eu gostei, como o de não haver moteis nas cidades pois eles consideram ser algo muito frio frequentar um, o de cozinhar como demonstração de afeto, a de parar para comer e não ficar fazendo mil coisas enquanto isso… Quanto a adaptação a cultura, não foi algo tão difícil.

2) Foi fácil aprender o idioma?

Foi. Obviamente não falo perfeitamente e agora por estar tendo um contato maior com brasileiros voltei a me atrapalhar com algumas pequenas coisas, mas foi super fácil aprender a língua ao ponto de não ter mais problemas em me comunicar. Aqui é mais fácil alguém te entender se falar em Português do que se falar em Inglês, como disseram todas as pessoas que eu recebi em Milão e não falavam Italiano. Eu cheguei aqui falando Português e Espanhol, já havia feito 2 meses de Italiano 2 anos antes de vir mas isso foi o mesmo que começar do zero. Para vocês terem uma ideia das avaliações pelas quais passei: antes de vir fui avaliada pela faculdade em um teste online e me consideraram como A2, depois de 2 semanas aqui fui avaliada oralmente e classificada como B1, umas 3 semanas depois sem ter frequentado as aulas porque já havia atingido o mínimo exigido (no caso o B1) fui classificada como B2.

3) Você sofreu preconceito?

Sim, mas nada relevante. No geral, com brasileiros, os italianos são bem receptivos… Até porque, nós estamos sendo vistos como as “galinhas dos ovos de ouro” por aqui, mas passei por dois casos: o primeiro foi ao ligar para uma mulher e tentar tratar por telefone o aluguel de um quarto, onde inicialmente foi bastante receptiva até que eu errei uma palavra em italiano e ela percebeu que eu era estrangeira e perguntou de onde eu era. Respondi que era brasileira e ela mudou o rumo da conversa dizendo que não alugaria para mim. Depois de me fazer algumas perguntas e nesse meio tempo verificar o quanto eu recebia da CAPES para estar aqui, ela mudou novamente a conversa e começou a me bajular e tentar justificar sua ação xenófoba anterior. O segundo, que fui saber bem depois, foi um comentário do proprietário da casa onde eu morei com o meu antigo coinquilino… Quando liguei e falei que era brasileira, ele disse a esse garoto que eu deveria ser ou puta ou trans.

4) Como foi conseguir moradia?

Moradia foi sem dúvidas o que mais me causou problemas aqui. Vim pra cá certa de dividir uma casa com um italiano que conheci pelo CouchSurfing, o garoto era um tarado e eu depois de uma semana fui para um hotel. Depois de uma semana em um hotel, fiz um novo contrato de aluguel que não foi concretizado por um problema que tive com o Itaú na transferência do meu dinheiro para mim. Em seguida, fui para o apartamento onde fiquei a maior parte da minha estadia em Milão, mas o proprietário de lá (o mesmo do comentário “É brasileira, ou é puta ou é trans” é a pessoa mais sem caráter que eu já vi na vida… Embolsou o caução de uma estudante anterior, alugou o meu quarto no primeiro mês para duas pessoas ao mesmo tempo, não pagou as contas e eu tive a luz cortada na noite do dia 24 para o dia 25 de dezembro, não registrou o contrato… Até que nesse final, desisti e vim morar em Bolonha para tentar ter paz ao menos no meu último mês por aqui.

5) Como é a segurança na cidade?

Apesar de ser menos violenta que o Rio de Janeiro, existem MUITOS trambiqueiros. Entre todas as voltas que tomei e todos os furtos, meu prejuízo foi maior em 1 ano de Itália do que toda a minha vida no Rio. Nem dentro da sala de aula é seguro, furtos acontecem quando você apenas sai para ir ao banheiro ou até mesmo se você só pisca os olhos. Outra coisa que também fui muito alertada ao chegar, foi quanto aos estupros… principalmente por ser visivelmente estrangeira e ser mais vulnerável a isso.

6) Como é o transporte em Milão?

Você certamente chega com mais facilidade em outros pontos da cidade do que morando no Rio. A cidade é mais ou menos, para quem conhece o Rio de Janeiro, do tamanho da Barra/Recreio e apesar de ser considerada uma cidade grande na Itália, para quem vier de alguma cidade grande no Brasil sentirá uma grande diferença. Os transportes geralmente funcionam entre 6:30 e 00:30 e o metrô entra em greve o tempo todo! E tentar se descolocar usando apenas o bus e o tram para ir até o outro lado da cidade, é uma experiência para promover a sua paciência e te fazer alcançar a evolução espiritual. A passagem unitária custa 1,50 euros e o abbonamento de estudante (uma espécie de Bilhete Único) 22 euros/mensais.

7) O que tem para fazer na cidade?

Basicamente boates, aperitivos e salão de qualquer-coisa. Para quem está acostumado a frequentar “barzinhos” sentirá uma diferença enorme como eu senti, mas para quem está acostumado a ir a boates será mais fácil a adaptação. Tirando o pequeno detalhe das discotecas por aqui fecharem por volta das 2h, 3h da manhã. Os salões acontecem ao longo do ano geralmente na Rho Fiera, entre eles a feira de mobiliário, de automóveis, uma similar a feira da Providência que temos no Brasil,… E os aperitivos normalmente funcionam entre 19:00 e 23:00, onde você paga por volta de 10 euros pelo buffet e mais uma bebida.

8) Como a crise está afetando a Itália?

Drasticamente. Até mesmo Milão que é a São Paulo do Brasil, está em uma forte crise… Muitas pessoas desempregadas, muitas alocadas em vagas totalmente diferentes de suas especialidades, mais ou menos 70% dos jovens saindo da faculdade e ficando desempregados, enquanto entre os 30% restantes muitos não exercem suas profissões, estágios na maioria não remunerados e pessoas que tiveram a jornada reduzida proporcionalmente ao salário. Não aconselho a ninguém vir pra cá sem ter algo bem encaminhado. Se a sua intenção é ganhar dinheiro e ter oportunidades melhores do que as encontradas no Brasil, sem muitas dificuldades com legalização, os melhores locais são Austrália e Estados Unidos se forem fora da Europa e Irlanda se for na Europa.

9) Como é o custo de vida?

Algumas coisas mais caras, outras mais baratas… Mas o custo de vida em Milão, no final, é o mesmo que no Rio de Janeiro.

10) Como são os homens italianos?

Eu não ia colocar essa pergunta aqui… Mas se tratando de “perguntas frequentes” essa certamente foi a que mais me foi feita, tanto por mulheres quando por homens curiosos. Analisando tecnicamente são melhores que os brasileiros, mas por uma questão cultural eu prefiro os brasileiros. Os italianos são bem mais carinhosos, mas o foco deles é totalmente a sedução. O objetivo é convencer o maior número de mulheres a irem pra cama com eles, ainda que nenhuma ao final de fato vá. A sedução para eles é mais importante do que a relação sexual em sí. Conseguiram entender?! É meio difícil buscar palavras sutis para explicar isso. :/

Comunicado!!

Oi, gente! Estou dando uma passadinha aqui só para deixar avisado: não morri e nem abandonei o blog. Quem está me mandando e-mail e inbox durante este período eu estou respondendo, mas estou um pouquinho sem tempo para redigir os posts. Quem estiver vindo pra cá, quiser tirar dúvidas como outras pessoas fizeram, fique à vontade e entre em contato comigo pelo contato@fashionismosemfronteiras.com.

Estive em Londres, fiz um short course na Central Saint Martins que em breve eu irei contar. E estou me mudando de cidade, passarei os últimos dias aqui na Itália fora de Milão e estou na correria pra arrumar toda a minha mudança… Acredito que na primeira semana do próximo mês eu volto com as minhas atividades por aqui.

Beijos! :*

Dicas para quem deseja se especializar no Exterior

Bom, semana passada recebi uma mensagem de uma leitora me pedindo dicas para estudar Moda fora do país. Como a dúvida dela pode ser também de outras pessoas, eu que havia me comprometido a enviar um e-mail compilando todas as informações que eu tinha, resolvi transformar isso em um post.

Noto uma receptividade muito maior por parte dos outros países agora, do que há anos, em receber estudantes brasileiros. Falar de estudo no exterior é algo que realmente geraria muito conteúdo e provavelmente resultará em outros posts futuramente aqui, mas para ser breve e atender as dúvidas imediatas, faço esse novo post.

Atualmente as cidades mais reconhecidas em Moda, como influenciadoras, são:

– Tradicionais: Nova York (EUA) , Paris (França) , Londres (Inglaterra) , Milão (Itália) , Madrid e Barcelona (Espanha);

– “Exóticas”: Xangai (China) e Istambul (Turquia).

Apesar dessas cidades serem as que tem maior visibilidade atualmente, não significa que são os únicos lugares onde você poderá encontrar um ensino de qualidade. O governo alemão, por exemplo, distribui anualmente bolsas de mestrado para estudantes brasileiros na área de Arte e Design, incluindo Moda. O programa Erasmus (financiado pela União Europeia) oferece também bolsas para brasileiros com destidos a diversos países. E as próprias universidades oferecem bolsas para estudantes estrangeiros, como é o caso da PoliMi que oferece bolsas de até 10 mil euros anuais.

Portanto, se o seu desejo é estudar Moda, não se restrinja só a caçar as melhores escolas. Se a sua intenção é passar mais de 6 meses em um país, comece selecionando qual deles possuem uma cultura que pra você será mais fácil de se adaptar, assim como se a sua necessidade é de uma ajuda financeira para viabilizar isso, pesquise quais países e quais universidades te dão a oportunidade de pleitar uma bolsa. O Istituto Europeo di Design, por exemplo, que tem filiais em diversas cidades incluindo Rio de Janeiro e São Paulo, já tem a tradição de anualmente promover concursos culturais para a distribuição de bolsas de estudo.

Se você quer ter um certificado de peso mas não tem condições de se ausentar do país, a Parsons, por exemplo, oferece cursos online na área. Se você não se encaixa nos perfis de inscrição para bolsas de estudos e tem um orçamento mais apertado, o Espacio Buenos Aires na Argentina ministra cursos de média e curta duração, com valores cobrados em Peso, que é uma moeda desvalorizada em relação ao Real e acaba tornando essa experiência financeiramente mais acessível.

Vi recentemente que este ano a Universidade de Coimbra oferecerá vagas para brasileiros através do Sisu, que já vem sendo adotado como método seletivo para as universidades públicas brasileiras. Eu não sei quais os cursos serão ofertados, mas aconselho aos que têm interesse,  procurarem maiores informações.

Quem desejar consultar o ranking das 50 melhores escolas em Moda do mundo, verifique a lista divulgada pelo Fashionistas em 2013. Onde por exemplo, consta a AMFI como vigésima sétima colocada, sediada em Amsterdã ❤ , e tem bolsas distribuidas aos estudantes brasileiros pelo programa Ciência sem Fronteiras.

Pra finalizar… Eu realmente acho que independente do fato de você sair do país para fazer um curso de extensão, ou fazer 2 anos de mestrado, o seu currículo dentro do Brasil já terá um peso diferenciado em relação a maioria da mesma área. Então as primeiras coisas ao meu ver que se devem ter em mente, são: orçamento disponível e probabilidade de adaptação ao local de destino. Você pode ter um gasto zero através de alguma bolsa, um gasto mínimo que acredito que fique por volta de 4 mil reais, até gastos que giram em torno de 80 mil reais anuais.

 

Brasil como tendência e como alvo de críticas

No início da primavera me assustei com as estampas “à la Farme” nas lojas europeias. Seguindo exatamente as tendências de quando deixei o Brasil, em agosto, as estampas das novas coleções aqui remetiam exatamente as mesmas que  havia visto há um tempo no Brasil. Uma inversão de influências… Ao invés de ver uma moda lançada aqui invandindo as terras tupiniquins, vi a moda brasileira como produto na Europa. Estampas tropicais, com flamingos, araras, palmeiras,… algo muito próximo do que eu vi e comprei no Brasil, agora aqui.

Cerca de 70% dos anuncios publicitários de moda que eu vejo em Milão, são com modelos brasileiras. É mais fácil você “encontrar” a  Gisele Bündchen nas ruas, por exemplo, do que um italiano falando “Mamma mia!”. Vejo também, entre as poucas ofertas de empregos existentes, algumas como pré-requisito falar português brasileiro. Vi em pesquisas universitárias o Brasil como foco de estudo cultural. Vejo as universidades estrangeiras mais abertas a recepção de estudantes brasileiros. E conheci alguns empresários brasileiros por aqui, bem sucedidos, que continuam tocando a todo vapor seus negócios mesmo diante da crise na Europa.

Inúmeros europeus diante da crise (sim, a Europa ainda permanece em crise mesmo isso não sendo mais tão divulgado nos jornais brasileiros), conversando comigo, manifestaram uma vontade de morar no Brasil. Outros (principalmente portugueses, italianos e espanhois), que conheci no Brasil um pouco antes de vir, já haviam se mudado justamente pela maior oportunidade de emprego. Em contrapartida, ainda vejo em alguns casos o Brasil como o país da “bunda”, o país do “carnaval”, o país onde as pessoas não trabalham…ainda que tenhamos jornadas bem mais longas que as daqui. Hoje, me senti incomodada  mais uma vez ao encontrar críticas ao Brasil feitas por um italiano (vejam bem, nascido em terras de Berlusconi!) que jamais pisou no país. Um Brasil sendo resumido a miséria e a corrupção. Um país tão grande, que vem sim sendo influência no exterior, sendo resumido a simplesmente ao pobre país de terceiro mundo que contraditóriamente sediará a Copa.

Aí analiso e concluo mais uma vez: o problema do Brasil é a população. Primeiro: político não dá em árvore, e não são ETs que desceram no Brasil em uma nave espacial,  mas sim fazem parte da população e são um reflexo dela. Não estou aqui para defender o governo, até porque eu particularmente acho um absurdo termos uma ex-guerrilheira com um histórico de participação em sequestro e assalto a banco, como presidente. Acho um absurdo uma pessoa que se auto entitula como militante a favor da democracia tomar tantas medidas em apoio a Cuba, que por sua vez é totalmente comunista. Acho um absurdo esse draminha de “ai, a “Ditadura” no Brasil matou mil” e ser simpatizante com um governo que já matou um milhão. Porém, como eu falei… Político não dá em árvore. Surgem da sociedade, de manifestações populares principalmente, e quando assumem o poder só colocam em prática aquilo que boa parte como  “cidadão comum” pratica no dia a dia em escalas menores. Suborno, sonegação de impostos, um jeitinho ali…outro acolá.

Muito dinheiro desviado com a Copa? Sim. Mas a sonegação de impostos esse ano deu um rombo maior que a Copa e não está tendo essa repercussão toda. A sonegação de impostos deu um rombo aos cofres públicos de 200 bilhões em seis meses, enquanto a Copa acarretou um gasto de 25,6 bilhões. Enquanto isso, na Itália… Leio críticas em relação a Copa! Enquanto isso, em todas as redes sociais vejo inúmeros protestos contra a Copa!! E pouquissimas pessoas se manifestando contra o amiguinho empresário que contribuiu com o  rombo de 200 bilhões. Não vejo ninguém com insônia, se sentindo culpado por ter sonegado imposto e por estar contribuindo com situações precárias que temos no país. COMO cobrar uma posição do governo – eleito por essa mesma população igualmente corrupta –  se a união brasileira se destina apenas para arruinar o país? Apenas para gerar rombos nos cofres públicos e passar uma imagem de que o país é uma merda? Pobre coitado do Brasil… Um país simplesmente lindo, tendo a sua imagem arruinada pelos próprios brasileiros.

Como criticar quando alguém de fora resume o Brasil a bunda, se quando chega um europeu fodido com condições financeiras menos favoráveis no país, qualquer menininha interesseira de classe média já sai abrindo as pernas? Como querer criticar a Fifa, os governos de outros países, que ao redigirem recomendações sobre viagem ao Brasil são totalmente pejorativos, se a população só gosta de tornar público o lado podre (e obviamente do outro, e não a sua)? Eu não seria contra a Copa se ela não tivesse sido sustentada na maneira como foi… Bem planejada, ela poderia fazer um capital bem mais alto entrar pra circular no Brasil, e difundido entre a população através do turismo, do que o gasto que tivemos em pouquíssimas obras que não trazem melhorias para a população. Porém, sou extreamente contra a essa onda de manifestações agora e essa necessidade brasileira de se sustentar no “vamos fazer o Mundo ver como é na verdade o Brasil”. Amigo, se você quer mostrar para os outros como é na verdade o Brasil e realmente se incomoda com tanta corrupção, comece a protestar pelos 200 bilhões desviados. Já que político corrupto é pleonasmo, comecemos a mudar nossos hábitos para daqui a 20 anos gerarmos políticos que assim como agora, sejam um reflexo da população.

Problemas todos os países tem, mas parem de classificar tudo isso de forma artificial. A Europa da sua viagem de 1 mês não é a mesma Europa quando se mora aqui… Assim como o Brasil não é só o Carnaval que o gringo vê. O Brasil no exterior está com uma imagem em alguns aspectos muito bem posicionada, não vamos estragar essa imagem pelos motivos errados. Chega de bater palmas para o que vem de fora, chega de idolatrar  qualquer jornalista dinamarquês querendo gerar polêmica com o único intuito de se promover as nossas custas. É o que eu disse em alguns posts atrás: o mesmo brasileiro que lota a Forever21 por uma blusa de 30 reais, é o mesmo que se nega a comprar uma roupa com o mesmo preço e mesma qualidade na Riachuelo.

Novo Lumea Comfort: depilação doméstica a luz pulsada

 

Há alguns anos a Philips colocou no mercado mundial os aparelhos de depilação a luz pulsada para serem utilizados domesticamente. Este ano, na Europa, a Philips lançou mais um produto deste seguimento: o Philips Lumea Comfort, que é mais compacto, mais prático, e principalmente… mais barato. O Lumea Comfort chegou a Itália custando 250 euros, enquanto os demais aparelhos da linha Lumea se encontram na faixa de 400 e 500 euros por aqui, e são vendidos no Brasil por cerca de 2600 reais.

Este aparelho, assim como os demais dessa mesma tecnologia, apresentam alumas restrições de uso, como:

  • Diabéticos, portadores de lúpus, portadores de HSV, e com histórico de Cancro não podem se submeter ao tratamento;
  • Pessoas que foram submetidas a tratamento radiológicos ou quimioterápicos nos últimos 3 meses também não;
  • Pessoas com tom de pele mais escuro não podem utilizar o aparelho;
  • Pessoas com pelos muito claros ou ruivos não podem se submeter ao tratamento.

Veja a tabela de tom de pele e pêlos, a seguir:

O Lumea Comfort ainda não foi lançado oficialmente no Brasil, mas acredito que dentro de alguns meses também poderá ser encontrado tranquilamente nas lojas brasileiras, porém, como sempre, com um valor não tão acessível. Por enquanto, após pesquisar, só encontrei disponível na Epilaser Brasil por 1350 reais. Encomendei o meu na semana passada pela Amazon, e o mesmo chegou na segunda-feira passada, que foi quando eu fiz a minha primeira (e até então única) sessão.

O tratamento deve ser feito da seguinte forma: nos primeiros 2 meses, 1 sessão a cada 2 semanas. A partir de então, 1 sessão entre 4 e 8 meses. Como eu só fiz a primeira sessão, só posso relatar que é indolor e que notei já um retardo no crescimento dos pêlos, ainda que essa diferença ainda seja muito sutil.

O aparelho tem uma vida últil de aproximadamente 5 anos, já que tem a capacidade de liberar 100 mil impulsos (diferente do que é informado pela Epilaser Brasil). E pode ser utilizado em qualquer regiãodo corpo, da altura do nariz para baixo, por homens e por mulheres.

Ao longo do tratamento farei novos posts para relatar o resultado.

 

Sapatos, Heineken,…E machismo? Será?

Quarta-feira começou a ser veiculada a propaganda da Heineken anunciando a final da Champions League que ocorre hoje as 15h45 . Assista:

Heineken anunciou uma promoção em parceria com uma loja de sapatos, a qual entrará em liquidação exatamente no horário do jogo da UEFA, para fazer sua publicidade através de uma brincadeira entre a a relação homem x mulher. Obviamente a patrulha dos politicamente corretos começou a bater na tecla de que a propaganda era machista, que mulher também pode gostar de futebol, e todo esse mimimi que acontece todo santo dia por algum motivo idiota hoje em dia. Aí eu pergunto: Quantas mulheres sabem quem vai disputar a final hoje? Quantas mulheres são apaixonadas por sapatos?

Particularmente, prefiro assistir a final do que comprar sapatos (mas se fosse liquidação de vestidos eu ficaria com a liquidação, gente. <3), assim como eu e outras mulheres que gostam de futebol, tem homens que preferem comprar e não ligam muito para futebol. Achei a propaganda simplesmente genial! Ela brincou com algo que realmente acontece, ainda que não inclua todos, e não vejo machismo algum brincar com um comportamento que tende sim ser feminino ao se interessar mais por sapatos do que por futebol. Não é a Heineken que afirma esse comportamento como sendo predominante, é a sociedade, e ela se utiliza disso apenas para fazer uma publicidade bem humorada.

Outro comercial da Heineken de um tempo atrás que brinca com essas preferências (não regras), é este:

Eu sou mulher, prefiro cerveja e futebol a sapatos, e ainda acho genial as duas propagandas. Sinceramente, acho que essa galera que toda hora gosta de levantar a bandeira da revolta e não consegue ver bom humor nisso, no mínimo ficou magoada por não saber nem que terá jogo, e estava desinformada que hoje era dia do namorado (ou namorada) dar menos atenção. Como falei no post “O rolezinho da classe média“, parem de querer achar preconceito em tudo, discriminação em tudo,…e se analisem dentro de cada situação, analisem a sociedade antes de simplesmente seguir a maré da revolta e começar a protestar (no Facebook), ainda que existam muitas mulheres que gostam de futebol, é inegável que a maioria de nós damos mais importância a uma liquidação do que a um jogo.

Bom, para agradar todos os gostos:

– Quem quiser comprar sapatos

http://www.shoestock.com.br/ – liquidação começa às 15h45 no horário de Brasília.

– Quem quiser assistir ao jogo

Real Madrid x Atlético (não é mineiro, não é paranaense,… é de Madrid, o campeonato é Europeu!)- 15h35

O jogo poderá ser assistido na ESPN, onde a cobertura começa às 14h.

– Para as revoltadas que também querem assistir ao jogo de pirraça
Vão beber Brahma! (que faz uma campanha chamada “Movimento11” para separar o dia dos namorados da abertura da Copa)
Lista de bares divulgados pela Brahma, que aproveitou a campanha genial da Heineken, para fazer contra-publicidade entre os revoltados: http://www.pedidadehoje.com.br/

E só pra lembrar quem aplaude a crítica da Brahma a Heineken:

Como pronunciar corretamente os nomes das grifes?

Uma dificuldade que encontro as vezes, principalmente aqui na Europa, é a pronuncia correta das marcas do mundo da Moda. Algumas italianas, outras americanas, outras francesas… E por mais que eu já tenha estudado ao menos um pouquinho os idiomas dos respectivos países, por uma questão já de costume no Brasil, muitas vezes sem raciocinar, não penso na hora de falar e já saio pronunciando da forma “aportuguesada”.

É muito comum no país as pessoas te criticarem quando se pronuncia uma palavra em inglês da forma errada, porém, é também muito comum essas mesmas pessoas pronunciarem errado quando a origem é francesa ou italiana, por exemplo. Até por serem dois idiomas que são bem mais estudados por hobby do que por necessidade, como é o caso do inglês.

Hoje entrei em contato com o Gustavo Asth, criador do Tumblr Como Fala, que publica imagens fazendo a alusão ao logotipo de cada marca (não só ligada a Moda), porém evidenciando como é a pronuncia correta. O Gustavo foi extremamente simpático, me respondeu prontamente, e me autorizou a reproduzir aqui as imagens de seu Tumblr.

 

1) Sephora (francesa)

 

2) LouBoutin (francesa)

 

3) Dolce & Gabbana (italiana)

Lembrando que o “b” por ser duplicado, o som é prolongado. Para nós brasileiros é uma diferença muito sutil, porém aqui na Itália se você não prolonga a letra duplicada na pronúncia, é notável. Inclusive, em alguns outros casos, mudando o significado da palavra).

 

4) Tommy Hilfiger (americana)

 

5) Yves Saint Laurent (francesa)

 

6) Givanchy (francesa)

 

 

7) Louis Vuitton  (francesa)

 

8) Versace (italiana)

 

9) Gucci (italiana)

 

10) Ray-Ban (origem americana, hoje italiana)

 

Pronto! Agora todo mundo já pode falar certinho! 😉

 

Moschino e um consumismo acéfalo

Em fevereiro deste ano, Jeremy Scott lançou a sua primeira coleção a frente da Moschino. Particulamente não costumo apreciar as criações dele, porém, tenho que admitir: ele foi genial em sua última coleção. Não porque o produto está sendo vendido, está aparecendo na maioria dos blogs de “Moda”, nacionais ou internacionais. Mas sim porque ele está fazendo muita gente nesse meio de trouxa.  As pessoas infelizmente tem o costume de não avaliar bem o que compram. Apenas compram. Compram porque viu aquela blogueira que na verdade nada entende do assunto falar que é legal. Compram porque viu nas semanas de moda, porque viu na revista, porque é de marca, porque é caro.

Primeiro: sair por aí fantasiada de embalagem de batatas fritas do McDonalds não é legal.

Segundo: pagar caro pra sair fantasiada de embalagem de batatas fritas agrava a situação.

Terceiro: Jeremy Scott inseriu a imagem do fast food mais criticado em relação a qualidade de seus alimentos e influenciador da obesidade nos Estados Unidos, em um meio onde frequentemente se vive a ditadura da magreza.

Entre os modelos apresentados ao longo do desfile, além dos que foram inspirados no McDonalds, vemos embalagens de outras guloseimas, e este a seguir que faz referência a informações nutricionais. Reparem ao longo da estampa o quanto a palavra “Fat” (gordura/gordo) aparece:

Bom, então pra galera da “Moda” que apenas consome, e aplaude qualquer coleção de grife sem entendê-la, eu vou explicar: Jeremy Scott  fez uma crítica em sua coleção ao desenvolve-la em cima do logotipo do McDonalds. Uma crítica ao fast food também, mas principalmente ao consumismo, onde as pessoas apenas consomem sem se identificar com o produto. Garotas que vivem contando cada caloria, que sequer passam na frente de uma rede de fast food, muitas que sofrem de bulimia… Usando uma capinha de Iphone que faz referência ao McDonalds.  Porém, assim como as pessoas compram a magreza das revistas, compram também qualquer produto que supostamente gera um “status”, ainda que as duas ideias sejam paradoxais.

Você fashionista, blogueira, celebridade, ou apenas uma leitora dessas revistas de Moda e beleza que vive o ano todo em dieta, faz lipoaspiração, não sai da academia, e compra um produto da Moschinho da última coleção porque é Moschino… A crítica é você. Isso significa basicamente que você anda saindo por aí vestida de palhaça,  não só por parecer uma embalagem ambulante do McDonalds, mas porque você está comprando um produto com o qual você não se identifica. Ou talvez não se identifique com as modelos magérrimas, mas continua comprando as duas ideias.

Complementando essa interpretação da coleção, apresento a vocês a outra linha que ele seguiu ao longo do mesmo desfile: o dourado (que representa riqueza, dinheiro…) em evidência principalmente através da quantidade exagerada de colares. Uma retratação do consumismo, do poder de compra, e da compra desenfreada.

O melhor é que a crítica é TÃO ÓBVIA, e eu não vi nenhuma revista ou site  de Moda mencionar (se alguém conhecer, me mande o link), que na mesma coleção baseada no McDonalds… vemos:

Tcharan!! O Bob Esponja!

(e caso até hoje alguém ainda não tenha percebido, é uma esponja de limpeza…que absorve!)

Pois é… Esse é o Jeremy Scott rindo do mundo Fashion.

Pra finalizar, uma dica repassada a mim pela minha amiga Jéssica Duarte, também estudante de Moda: Blogueira Shame