Fendi, o restauro da Fontana di Trevi e a crise italiana

Finalmente abriu um espaço para encaixar Roma na minha vida e lá fui eu louca para ver a Fontana di Trevi.

Alguns dias antes, me deparo com a notícia de que o local já estava em processo de restauro e todo o meu plano de jogar a moedinha na fonte e fazer o meu desejo, iria por água abaixo. Na verdade, água seria o que eu não iria ver no local.

As obras na Fontana di Trevi  já era anunciada desde 12 de dezembro de 2012, quando a grife italiana firmou o contrato no qual se comprometia em investir na restauração do monumento aplicando cerca de 2 milhões de euros.

Apesar de todo o marketing que foi feito com o objetivo de não cessar o turismo no local, a verdade é que chegar para ver o monumento envolto por andaimes e sem água é um pouco decepcionante. A restauração teve início em junho e nesta semana, no primeiro dia que fui ao local, ainda não haviam disponibilizado a passarela que já deveria estar em funcionamento até o final do mês passado. Conversei com um senhor que monitorava a obra e o mesmo me disse que tudo ocorrendo bem ela estaria disponível na manhã seguinte. Voltei e mais uma vez tive que lidar com a frustração: uma fila enorme para se aproximar mais das esculturas e policiais apressando os visitantes que mal conseguiam tirar suas fotos ou lançarem suas moedinhas na fonte. Sem água.

Todos os monumentos de Roma praticamente estão em processo de restauro com ajuda da iniciativa privada, como é o caso do Coliseu que recebeu 25 milhões oriundos da empresa de calçados Tod’s. Ainda que seja um susto para os turistas encontrar praticamente toda a cidade em obra e se deparar com paisagens bem diversas dos cartões-postais, a prefeitura de Roma como já anunciado, não teria condições de arcar com tudo isso. A Fendi, no caso, considerando o investimento feito em outro complexo de fontes da cidade, está investindo mais de 320 milhões. Em contrapartida, após esse investimento, a grife terá uma placa ao lado do ponto turistico informando a sua contribuição.

A previsão para o fim das obras na Fontana di Trevi e no Coliseu é para o segundo semestre 2015, mas outros locais também podem ser avistados passando por restauros como é o caso do Altare della Patria e da Piazza St. Pietro (Vaticano). Esse tipo de acordo entre Governo e as empresas privadas foi feito justamente com o intuito de driblar a crise no país, já que os cofres públicos atualmente se encontram vazios mas os bolsos dos políticos não e o turismo faz o capital externo entrar no país. Para as grifes italianas isso também é uma vantagem, não pensem que todos se solidarizaram com o pobre do Netuno rachado na Fonte… são os famosos cartões-postais do país que atraem os turistas, os mesmos que compram e  promovem o movimento comercial no país. Outras marcas também estão investindo em arte dentro da Itália, como a luxuosa grife Prada que sem divulgar o valor investido, restaura “A última ceia” de Giorgio Vasari que foi danificada após ficar horas debaixo d’água em 1966 quando Florença inundou.

FAQ sobre morar em Milão

Olá, pessoal!

Voltei… e agora estou em Bolonha. Depois de muita correria aqui, consegui um tempinho para atualizar o blog. A minha ideia era de no primeiro post escrever um pouco sobre Londres e o curso que fiz lá, mas recebi tantas perguntas nesse meio tempo sobre como era morar em Milão, que esse post entrou como prioridade.

Então, para quem está vindo para cá nestes próximos meses, confiram as respostas para as perguntas abaixo:

1) Como é a cultura italiana? Como foi sua adaptação em relação a isso?

A cultura italiana é muito diferente da brasileira, apesar de entre as culturas europeias ser a que me parece a mais próxima de nós. No geral, ela tende a ser mais machista… mas não parece incomodar as mulheres daqui. Muitos detalhes da cultura deles eu gostei, como o de não haver moteis nas cidades pois eles consideram ser algo muito frio frequentar um, o de cozinhar como demonstração de afeto, a de parar para comer e não ficar fazendo mil coisas enquanto isso… Quanto a adaptação a cultura, não foi algo tão difícil.

2) Foi fácil aprender o idioma?

Foi. Obviamente não falo perfeitamente e agora por estar tendo um contato maior com brasileiros voltei a me atrapalhar com algumas pequenas coisas, mas foi super fácil aprender a língua ao ponto de não ter mais problemas em me comunicar. Aqui é mais fácil alguém te entender se falar em Português do que se falar em Inglês, como disseram todas as pessoas que eu recebi em Milão e não falavam Italiano. Eu cheguei aqui falando Português e Espanhol, já havia feito 2 meses de Italiano 2 anos antes de vir mas isso foi o mesmo que começar do zero. Para vocês terem uma ideia das avaliações pelas quais passei: antes de vir fui avaliada pela faculdade em um teste online e me consideraram como A2, depois de 2 semanas aqui fui avaliada oralmente e classificada como B1, umas 3 semanas depois sem ter frequentado as aulas porque já havia atingido o mínimo exigido (no caso o B1) fui classificada como B2.

3) Você sofreu preconceito?

Sim, mas nada relevante. No geral, com brasileiros, os italianos são bem receptivos… Até porque, nós estamos sendo vistos como as “galinhas dos ovos de ouro” por aqui, mas passei por dois casos: o primeiro foi ao ligar para uma mulher e tentar tratar por telefone o aluguel de um quarto, onde inicialmente foi bastante receptiva até que eu errei uma palavra em italiano e ela percebeu que eu era estrangeira e perguntou de onde eu era. Respondi que era brasileira e ela mudou o rumo da conversa dizendo que não alugaria para mim. Depois de me fazer algumas perguntas e nesse meio tempo verificar o quanto eu recebia da CAPES para estar aqui, ela mudou novamente a conversa e começou a me bajular e tentar justificar sua ação xenófoba anterior. O segundo, que fui saber bem depois, foi um comentário do proprietário da casa onde eu morei com o meu antigo coinquilino… Quando liguei e falei que era brasileira, ele disse a esse garoto que eu deveria ser ou puta ou trans.

4) Como foi conseguir moradia?

Moradia foi sem dúvidas o que mais me causou problemas aqui. Vim pra cá certa de dividir uma casa com um italiano que conheci pelo CouchSurfing, o garoto era um tarado e eu depois de uma semana fui para um hotel. Depois de uma semana em um hotel, fiz um novo contrato de aluguel que não foi concretizado por um problema que tive com o Itaú na transferência do meu dinheiro para mim. Em seguida, fui para o apartamento onde fiquei a maior parte da minha estadia em Milão, mas o proprietário de lá (o mesmo do comentário “É brasileira, ou é puta ou é trans” é a pessoa mais sem caráter que eu já vi na vida… Embolsou o caução de uma estudante anterior, alugou o meu quarto no primeiro mês para duas pessoas ao mesmo tempo, não pagou as contas e eu tive a luz cortada na noite do dia 24 para o dia 25 de dezembro, não registrou o contrato… Até que nesse final, desisti e vim morar em Bolonha para tentar ter paz ao menos no meu último mês por aqui.

5) Como é a segurança na cidade?

Apesar de ser menos violenta que o Rio de Janeiro, existem MUITOS trambiqueiros. Entre todas as voltas que tomei e todos os furtos, meu prejuízo foi maior em 1 ano de Itália do que toda a minha vida no Rio. Nem dentro da sala de aula é seguro, furtos acontecem quando você apenas sai para ir ao banheiro ou até mesmo se você só pisca os olhos. Outra coisa que também fui muito alertada ao chegar, foi quanto aos estupros… principalmente por ser visivelmente estrangeira e ser mais vulnerável a isso.

6) Como é o transporte em Milão?

Você certamente chega com mais facilidade em outros pontos da cidade do que morando no Rio. A cidade é mais ou menos, para quem conhece o Rio de Janeiro, do tamanho da Barra/Recreio e apesar de ser considerada uma cidade grande na Itália, para quem vier de alguma cidade grande no Brasil sentirá uma grande diferença. Os transportes geralmente funcionam entre 6:30 e 00:30 e o metrô entra em greve o tempo todo! E tentar se descolocar usando apenas o bus e o tram para ir até o outro lado da cidade, é uma experiência para promover a sua paciência e te fazer alcançar a evolução espiritual. A passagem unitária custa 1,50 euros e o abbonamento de estudante (uma espécie de Bilhete Único) 22 euros/mensais.

7) O que tem para fazer na cidade?

Basicamente boates, aperitivos e salão de qualquer-coisa. Para quem está acostumado a frequentar “barzinhos” sentirá uma diferença enorme como eu senti, mas para quem está acostumado a ir a boates será mais fácil a adaptação. Tirando o pequeno detalhe das discotecas por aqui fecharem por volta das 2h, 3h da manhã. Os salões acontecem ao longo do ano geralmente na Rho Fiera, entre eles a feira de mobiliário, de automóveis, uma similar a feira da Providência que temos no Brasil,… E os aperitivos normalmente funcionam entre 19:00 e 23:00, onde você paga por volta de 10 euros pelo buffet e mais uma bebida.

8) Como a crise está afetando a Itália?

Drasticamente. Até mesmo Milão que é a São Paulo do Brasil, está em uma forte crise… Muitas pessoas desempregadas, muitas alocadas em vagas totalmente diferentes de suas especialidades, mais ou menos 70% dos jovens saindo da faculdade e ficando desempregados, enquanto entre os 30% restantes muitos não exercem suas profissões, estágios na maioria não remunerados e pessoas que tiveram a jornada reduzida proporcionalmente ao salário. Não aconselho a ninguém vir pra cá sem ter algo bem encaminhado. Se a sua intenção é ganhar dinheiro e ter oportunidades melhores do que as encontradas no Brasil, sem muitas dificuldades com legalização, os melhores locais são Austrália e Estados Unidos se forem fora da Europa e Irlanda se for na Europa.

9) Como é o custo de vida?

Algumas coisas mais caras, outras mais baratas… Mas o custo de vida em Milão, no final, é o mesmo que no Rio de Janeiro.

10) Como são os homens italianos?

Eu não ia colocar essa pergunta aqui… Mas se tratando de “perguntas frequentes” essa certamente foi a que mais me foi feita, tanto por mulheres quando por homens curiosos. Analisando tecnicamente são melhores que os brasileiros, mas por uma questão cultural eu prefiro os brasileiros. Os italianos são bem mais carinhosos, mas o foco deles é totalmente a sedução. O objetivo é convencer o maior número de mulheres a irem pra cama com eles, ainda que nenhuma ao final de fato vá. A sedução para eles é mais importante do que a relação sexual em sí. Conseguiram entender?! É meio difícil buscar palavras sutis para explicar isso. :/

Dicas para quem deseja se especializar no Exterior

Bom, semana passada recebi uma mensagem de uma leitora me pedindo dicas para estudar Moda fora do país. Como a dúvida dela pode ser também de outras pessoas, eu que havia me comprometido a enviar um e-mail compilando todas as informações que eu tinha, resolvi transformar isso em um post.

Noto uma receptividade muito maior por parte dos outros países agora, do que há anos, em receber estudantes brasileiros. Falar de estudo no exterior é algo que realmente geraria muito conteúdo e provavelmente resultará em outros posts futuramente aqui, mas para ser breve e atender as dúvidas imediatas, faço esse novo post.

Atualmente as cidades mais reconhecidas em Moda, como influenciadoras, são:

– Tradicionais: Nova York (EUA) , Paris (França) , Londres (Inglaterra) , Milão (Itália) , Madrid e Barcelona (Espanha);

– “Exóticas”: Xangai (China) e Istambul (Turquia).

Apesar dessas cidades serem as que tem maior visibilidade atualmente, não significa que são os únicos lugares onde você poderá encontrar um ensino de qualidade. O governo alemão, por exemplo, distribui anualmente bolsas de mestrado para estudantes brasileiros na área de Arte e Design, incluindo Moda. O programa Erasmus (financiado pela União Europeia) oferece também bolsas para brasileiros com destidos a diversos países. E as próprias universidades oferecem bolsas para estudantes estrangeiros, como é o caso da PoliMi que oferece bolsas de até 10 mil euros anuais.

Portanto, se o seu desejo é estudar Moda, não se restrinja só a caçar as melhores escolas. Se a sua intenção é passar mais de 6 meses em um país, comece selecionando qual deles possuem uma cultura que pra você será mais fácil de se adaptar, assim como se a sua necessidade é de uma ajuda financeira para viabilizar isso, pesquise quais países e quais universidades te dão a oportunidade de pleitar uma bolsa. O Istituto Europeo di Design, por exemplo, que tem filiais em diversas cidades incluindo Rio de Janeiro e São Paulo, já tem a tradição de anualmente promover concursos culturais para a distribuição de bolsas de estudo.

Se você quer ter um certificado de peso mas não tem condições de se ausentar do país, a Parsons, por exemplo, oferece cursos online na área. Se você não se encaixa nos perfis de inscrição para bolsas de estudos e tem um orçamento mais apertado, o Espacio Buenos Aires na Argentina ministra cursos de média e curta duração, com valores cobrados em Peso, que é uma moeda desvalorizada em relação ao Real e acaba tornando essa experiência financeiramente mais acessível.

Vi recentemente que este ano a Universidade de Coimbra oferecerá vagas para brasileiros através do Sisu, que já vem sendo adotado como método seletivo para as universidades públicas brasileiras. Eu não sei quais os cursos serão ofertados, mas aconselho aos que têm interesse,  procurarem maiores informações.

Quem desejar consultar o ranking das 50 melhores escolas em Moda do mundo, verifique a lista divulgada pelo Fashionistas em 2013. Onde por exemplo, consta a AMFI como vigésima sétima colocada, sediada em Amsterdã ❤ , e tem bolsas distribuidas aos estudantes brasileiros pelo programa Ciência sem Fronteiras.

Pra finalizar… Eu realmente acho que independente do fato de você sair do país para fazer um curso de extensão, ou fazer 2 anos de mestrado, o seu currículo dentro do Brasil já terá um peso diferenciado em relação a maioria da mesma área. Então as primeiras coisas ao meu ver que se devem ter em mente, são: orçamento disponível e probabilidade de adaptação ao local de destino. Você pode ter um gasto zero através de alguma bolsa, um gasto mínimo que acredito que fique por volta de 4 mil reais, até gastos que giram em torno de 80 mil reais anuais.

 

Brasil como tendência e como alvo de críticas

No início da primavera me assustei com as estampas “à la Farme” nas lojas europeias. Seguindo exatamente as tendências de quando deixei o Brasil, em agosto, as estampas das novas coleções aqui remetiam exatamente as mesmas que  havia visto há um tempo no Brasil. Uma inversão de influências… Ao invés de ver uma moda lançada aqui invandindo as terras tupiniquins, vi a moda brasileira como produto na Europa. Estampas tropicais, com flamingos, araras, palmeiras,… algo muito próximo do que eu vi e comprei no Brasil, agora aqui.

Cerca de 70% dos anuncios publicitários de moda que eu vejo em Milão, são com modelos brasileiras. É mais fácil você “encontrar” a  Gisele Bündchen nas ruas, por exemplo, do que um italiano falando “Mamma mia!”. Vejo também, entre as poucas ofertas de empregos existentes, algumas como pré-requisito falar português brasileiro. Vi em pesquisas universitárias o Brasil como foco de estudo cultural. Vejo as universidades estrangeiras mais abertas a recepção de estudantes brasileiros. E conheci alguns empresários brasileiros por aqui, bem sucedidos, que continuam tocando a todo vapor seus negócios mesmo diante da crise na Europa.

Inúmeros europeus diante da crise (sim, a Europa ainda permanece em crise mesmo isso não sendo mais tão divulgado nos jornais brasileiros), conversando comigo, manifestaram uma vontade de morar no Brasil. Outros (principalmente portugueses, italianos e espanhois), que conheci no Brasil um pouco antes de vir, já haviam se mudado justamente pela maior oportunidade de emprego. Em contrapartida, ainda vejo em alguns casos o Brasil como o país da “bunda”, o país do “carnaval”, o país onde as pessoas não trabalham…ainda que tenhamos jornadas bem mais longas que as daqui. Hoje, me senti incomodada  mais uma vez ao encontrar críticas ao Brasil feitas por um italiano (vejam bem, nascido em terras de Berlusconi!) que jamais pisou no país. Um Brasil sendo resumido a miséria e a corrupção. Um país tão grande, que vem sim sendo influência no exterior, sendo resumido a simplesmente ao pobre país de terceiro mundo que contraditóriamente sediará a Copa.

Aí analiso e concluo mais uma vez: o problema do Brasil é a população. Primeiro: político não dá em árvore, e não são ETs que desceram no Brasil em uma nave espacial,  mas sim fazem parte da população e são um reflexo dela. Não estou aqui para defender o governo, até porque eu particularmente acho um absurdo termos uma ex-guerrilheira com um histórico de participação em sequestro e assalto a banco, como presidente. Acho um absurdo uma pessoa que se auto entitula como militante a favor da democracia tomar tantas medidas em apoio a Cuba, que por sua vez é totalmente comunista. Acho um absurdo esse draminha de “ai, a “Ditadura” no Brasil matou mil” e ser simpatizante com um governo que já matou um milhão. Porém, como eu falei… Político não dá em árvore. Surgem da sociedade, de manifestações populares principalmente, e quando assumem o poder só colocam em prática aquilo que boa parte como  “cidadão comum” pratica no dia a dia em escalas menores. Suborno, sonegação de impostos, um jeitinho ali…outro acolá.

Muito dinheiro desviado com a Copa? Sim. Mas a sonegação de impostos esse ano deu um rombo maior que a Copa e não está tendo essa repercussão toda. A sonegação de impostos deu um rombo aos cofres públicos de 200 bilhões em seis meses, enquanto a Copa acarretou um gasto de 25,6 bilhões. Enquanto isso, na Itália… Leio críticas em relação a Copa! Enquanto isso, em todas as redes sociais vejo inúmeros protestos contra a Copa!! E pouquissimas pessoas se manifestando contra o amiguinho empresário que contribuiu com o  rombo de 200 bilhões. Não vejo ninguém com insônia, se sentindo culpado por ter sonegado imposto e por estar contribuindo com situações precárias que temos no país. COMO cobrar uma posição do governo – eleito por essa mesma população igualmente corrupta –  se a união brasileira se destina apenas para arruinar o país? Apenas para gerar rombos nos cofres públicos e passar uma imagem de que o país é uma merda? Pobre coitado do Brasil… Um país simplesmente lindo, tendo a sua imagem arruinada pelos próprios brasileiros.

Como criticar quando alguém de fora resume o Brasil a bunda, se quando chega um europeu fodido com condições financeiras menos favoráveis no país, qualquer menininha interesseira de classe média já sai abrindo as pernas? Como querer criticar a Fifa, os governos de outros países, que ao redigirem recomendações sobre viagem ao Brasil são totalmente pejorativos, se a população só gosta de tornar público o lado podre (e obviamente do outro, e não a sua)? Eu não seria contra a Copa se ela não tivesse sido sustentada na maneira como foi… Bem planejada, ela poderia fazer um capital bem mais alto entrar pra circular no Brasil, e difundido entre a população através do turismo, do que o gasto que tivemos em pouquíssimas obras que não trazem melhorias para a população. Porém, sou extreamente contra a essa onda de manifestações agora e essa necessidade brasileira de se sustentar no “vamos fazer o Mundo ver como é na verdade o Brasil”. Amigo, se você quer mostrar para os outros como é na verdade o Brasil e realmente se incomoda com tanta corrupção, comece a protestar pelos 200 bilhões desviados. Já que político corrupto é pleonasmo, comecemos a mudar nossos hábitos para daqui a 20 anos gerarmos políticos que assim como agora, sejam um reflexo da população.

Problemas todos os países tem, mas parem de classificar tudo isso de forma artificial. A Europa da sua viagem de 1 mês não é a mesma Europa quando se mora aqui… Assim como o Brasil não é só o Carnaval que o gringo vê. O Brasil no exterior está com uma imagem em alguns aspectos muito bem posicionada, não vamos estragar essa imagem pelos motivos errados. Chega de bater palmas para o que vem de fora, chega de idolatrar  qualquer jornalista dinamarquês querendo gerar polêmica com o único intuito de se promover as nossas custas. É o que eu disse em alguns posts atrás: o mesmo brasileiro que lota a Forever21 por uma blusa de 30 reais, é o mesmo que se nega a comprar uma roupa com o mesmo preço e mesma qualidade na Riachuelo.

Como pronunciar corretamente os nomes das grifes?

Uma dificuldade que encontro as vezes, principalmente aqui na Europa, é a pronuncia correta das marcas do mundo da Moda. Algumas italianas, outras americanas, outras francesas… E por mais que eu já tenha estudado ao menos um pouquinho os idiomas dos respectivos países, por uma questão já de costume no Brasil, muitas vezes sem raciocinar, não penso na hora de falar e já saio pronunciando da forma “aportuguesada”.

É muito comum no país as pessoas te criticarem quando se pronuncia uma palavra em inglês da forma errada, porém, é também muito comum essas mesmas pessoas pronunciarem errado quando a origem é francesa ou italiana, por exemplo. Até por serem dois idiomas que são bem mais estudados por hobby do que por necessidade, como é o caso do inglês.

Hoje entrei em contato com o Gustavo Asth, criador do Tumblr Como Fala, que publica imagens fazendo a alusão ao logotipo de cada marca (não só ligada a Moda), porém evidenciando como é a pronuncia correta. O Gustavo foi extremamente simpático, me respondeu prontamente, e me autorizou a reproduzir aqui as imagens de seu Tumblr.

 

1) Sephora (francesa)

 

2) LouBoutin (francesa)

 

3) Dolce & Gabbana (italiana)

Lembrando que o “b” por ser duplicado, o som é prolongado. Para nós brasileiros é uma diferença muito sutil, porém aqui na Itália se você não prolonga a letra duplicada na pronúncia, é notável. Inclusive, em alguns outros casos, mudando o significado da palavra).

 

4) Tommy Hilfiger (americana)

 

5) Yves Saint Laurent (francesa)

 

6) Givanchy (francesa)

 

 

7) Louis Vuitton  (francesa)

 

8) Versace (italiana)

 

9) Gucci (italiana)

 

10) Ray-Ban (origem americana, hoje italiana)

 

Pronto! Agora todo mundo já pode falar certinho! 😉

 

Moschino e um consumismo acéfalo

Em fevereiro deste ano, Jeremy Scott lançou a sua primeira coleção a frente da Moschino. Particulamente não costumo apreciar as criações dele, porém, tenho que admitir: ele foi genial em sua última coleção. Não porque o produto está sendo vendido, está aparecendo na maioria dos blogs de “Moda”, nacionais ou internacionais. Mas sim porque ele está fazendo muita gente nesse meio de trouxa.  As pessoas infelizmente tem o costume de não avaliar bem o que compram. Apenas compram. Compram porque viu aquela blogueira que na verdade nada entende do assunto falar que é legal. Compram porque viu nas semanas de moda, porque viu na revista, porque é de marca, porque é caro.

Primeiro: sair por aí fantasiada de embalagem de batatas fritas do McDonalds não é legal.

Segundo: pagar caro pra sair fantasiada de embalagem de batatas fritas agrava a situação.

Terceiro: Jeremy Scott inseriu a imagem do fast food mais criticado em relação a qualidade de seus alimentos e influenciador da obesidade nos Estados Unidos, em um meio onde frequentemente se vive a ditadura da magreza.

Entre os modelos apresentados ao longo do desfile, além dos que foram inspirados no McDonalds, vemos embalagens de outras guloseimas, e este a seguir que faz referência a informações nutricionais. Reparem ao longo da estampa o quanto a palavra “Fat” (gordura/gordo) aparece:

Bom, então pra galera da “Moda” que apenas consome, e aplaude qualquer coleção de grife sem entendê-la, eu vou explicar: Jeremy Scott  fez uma crítica em sua coleção ao desenvolve-la em cima do logotipo do McDonalds. Uma crítica ao fast food também, mas principalmente ao consumismo, onde as pessoas apenas consomem sem se identificar com o produto. Garotas que vivem contando cada caloria, que sequer passam na frente de uma rede de fast food, muitas que sofrem de bulimia… Usando uma capinha de Iphone que faz referência ao McDonalds.  Porém, assim como as pessoas compram a magreza das revistas, compram também qualquer produto que supostamente gera um “status”, ainda que as duas ideias sejam paradoxais.

Você fashionista, blogueira, celebridade, ou apenas uma leitora dessas revistas de Moda e beleza que vive o ano todo em dieta, faz lipoaspiração, não sai da academia, e compra um produto da Moschinho da última coleção porque é Moschino… A crítica é você. Isso significa basicamente que você anda saindo por aí vestida de palhaça,  não só por parecer uma embalagem ambulante do McDonalds, mas porque você está comprando um produto com o qual você não se identifica. Ou talvez não se identifique com as modelos magérrimas, mas continua comprando as duas ideias.

Complementando essa interpretação da coleção, apresento a vocês a outra linha que ele seguiu ao longo do mesmo desfile: o dourado (que representa riqueza, dinheiro…) em evidência principalmente através da quantidade exagerada de colares. Uma retratação do consumismo, do poder de compra, e da compra desenfreada.

O melhor é que a crítica é TÃO ÓBVIA, e eu não vi nenhuma revista ou site  de Moda mencionar (se alguém conhecer, me mande o link), que na mesma coleção baseada no McDonalds… vemos:

Tcharan!! O Bob Esponja!

(e caso até hoje alguém ainda não tenha percebido, é uma esponja de limpeza…que absorve!)

Pois é… Esse é o Jeremy Scott rindo do mundo Fashion.

Pra finalizar, uma dica repassada a mim pela minha amiga Jéssica Duarte, também estudante de Moda: Blogueira Shame

Curso Dual City: estudando Moda no exterior.

Qualquer um que se interesse por Moda, e principalmente, tem o interesse em estudar Moda, já viu a lista das melhores escolas de Moda no mundo que foi originalmente publicada pelo blog Fashionista em 2013. Semanas atrás ao trocar mensagens com a minha astróloga brasileira favorita, Eunice Ferrari (fofa!!), que faz previsões para o site Terra, ela me contou do interesse de sua filha por Moda. Separei algumas informações que eu tinha aqui comigo sobre cursos  da área no exterior, e citei o curso da Central Saint Martins que é considerada a melhor escola de Moda do mundo.

Me empolguei com o meu post que foi publicado no Pós no exterior, onde eu falei um pouco sobre os meus estudos aqui na Itália, e hoje resolvi falar sobre esse curso que vi no site da Central Saint Martins recentemente. Por incrível que pareça, dentro dos cursos de curta-duração que existem fora do Brasil e que são reconhecidos no mercado fashion, os cursos da Central Saint Martins são os mais acessíveis financeiramente, onde os mesmos, com aulas somente em Londres, custam por volta de 400 libras (aproximadamente 1570 reais, o que é um valor condizente com os cursos dentro do Brasil).

Na Europa, se você comparar com um curso na Marangoni que atualmente é considerada a sétima melhor escola de Moda no mundo, os cursos da Central Saint Martins (CSM) se tornam mais vantajosos. Hoje, o curso de verão mais econômico na Marangoni (Milão) fica em torno de 2900 euros (aproximadamente 9500 reais), enquanto o curso Dual City da CSM (Londres), que é o mais custoso entre os cursos de verão, sai por 1400 libras (cerca de 5500 reais).

O que o curso da Dual City da CSM tem de especial? Bom, além da escola estar em primeiro lugar no ranking, fazer parte da University of the Arts london (UAL) e o investimento ser menor, ela fechou parcerias com outras escolas de ponta dentro de Moda e Design, como a Parkson em Nova Iorque  que é considerada a segunda melhor em Moda, e a NABA e Domus em Milão, que se destacam em Arte e Design. Os cursos são realizados em 2 etapas, sendo uma em Londres na CSM, e a outra em uma das escolas parceiras localizadas em Paris, Milão, Nova Iorque, Istambul, ou Barcelona.

Os cursos iniciam no final de junho em Nova Iorque, Istambul e Londres. E a segunda etapa que pode ser em Londres, Paris, Milão ou Barcelona, vão até meados de julho e início de agosto. Um detalhe que vale a pena eu dizer aqui, pois no site isso não fica muito visível, é o cuidado que se deve ter ao ir estudar em Londres… É proíbido fazer qualquer curso na Inglaterra, mesmo que de curta-duração, sem um visto de estudante. Portanto, ao fazer sua inscrição na Central Saint Martins, você deverá solicitar o recebimento da “carta de aceite” que servirá para requisitar o visto as autoridades inglesas.

Informações sobre este programa podem ser encontradas nos sites das escolas parceiras, ou no site da própria CSM.

O que vestir? Veja o Dress Code do Casual ao White Tie.

Esses dias, cinco horas da manhã aqui na Itália, e recebo uma mensagem por Facebook de um amigo me pedindo ajuda. Ele irá para um restaurante em Dubai que aponta qual traje deve ser utilizado, no caso “Smart Casual”, e não sabia o que vestir.

Para acabar com todas as dúvidas quanto ao traje, resolvi escrever o post de hoje explicando cada um, e apontando o que deve ser usado tanto por homens quanto por mulheres, principalmente quando o mesmo já é especificado no convite. Mas aqui em Milão por exemplo, mesmo quando esse traje não é informado de forma precisa, alguns locais esperam que você saiba a roupa adequada e inclusive te impedem de entrar se você não estiver de acordo. Portanto, vou correlacionar brevemente os trajes a determinados tipos de evento, para que vocês saibam identificar o traje apropriado para cada local.

Às vezes os diversos nomes que existem para especificar um mesmo traje que acabam confundindo, então abaixo você também pode conferir essas variações. Seguimos do MAIS formal, para o MENOS formal:

1) White Tie | Casaca | Ultra-formal | Cerimônia comprido | Cravate Blanche:

Você recebeu um convite da Rainha da Inglaterra para um evento no Palácio de Buckingham, tirou foto do convite pra postar no Instagram para causar a inveja nas inimigas, botou até a hashtag #BeijinhoNoOmbro, mas não sabe o que usar? Vá de White Tie. Esse é o traje mais formal de todos, acima inclusive do Black Tie que iremos falar a seguir, e que muitos acham que está no topo do Dress code.

Eventos: jantares com chefes de Estado, cerimônias protocolares, cerimônia do Prêmio Nobel. (O Oscar, por etiqueta, deveria ser inserido aqui também, mas… já virou uma bagunça)

Homens: Fraque preto, camisa branca lisa com ponta de colarinho quebrada, colete branco, gravata borboleta branca amarrada pela própria pessoa, calças compridas completas, e sapatos de couro brilhante. Opcionalmente, pode-se usar cartola preta de seda, chapéu de ópera dobrável, luvas brancas de camurça, suspesórios, relógios de bolso, lenço branco, e sobretudo.

Mulheres: vestidos finos de comprimento a partir do tornozelo e com cores clássicas, clutch, joias vintage ou couture, saltos preferencialmente agulha ( entre 7 e 12 cm). Opcionais são: luvas ópera brancas ou combinando com o vestido, tiara, casaco de pele.

2) Black Tie | Gala | À rigor | Formal | Tenue de Soirée:

Na verdade, em Black Tie existem três variações: Black Tie, Black Tie Optional/ Black Tie invited, e Creative Black Tie/ Black Tie Festive.

Eventos: noites de gala, bailes, grandes premiações, recepções formais de casamento, eventos luxuosos e sofisticados.

Homens: No Black Tie, homens devem usar Smoking completo, gravata borboleta preta, camisa branca de pala pregueada e com abotoaduras, e faixa de cetim. Opcionalmente, podem usar suspesórios. Já no Black Tie Optional, os homens podem optar por um terno escuro, camisa branca e uma gravata conservadora. E no Creative Black Tie, Smoking, camisa preta, e sem gravata se preferir. Sapatos sempre verniz, ou de couro normal muito bem lustrados.

Mulheres: Deverão usar necessáriamente vestidos quando Black Tie Formal, que não podem ser substituidos por um look de duas peças. Dependendo do horário do evento, é aceitável vestidos a partir de 5 cm acima do joelho, mas é preferível os longos. Carteiras e bolsas pequenas, joias ou bijuterias extremamente finas. No Black Tie Optional, as mulheres podem usar vestidos de cocktail, e no Creative Black Tie podem optar por calças de Smoking feminina, mas sempre de salto alto.

3) Informal | Semi-Formal | Passeio Completo | Social

Errôneamente muitas vezes chamado de Formal, que na verdade se refere ao Black Tie tradicional, o traje mais conhecido como Passeio Completo e Social na verdade é dividido em duas categorias: After Five e Business Formal.

Eventos: jantares, coquetéis, óperas, casamentos, comemorações oficiais, festas sofisticadas de 15 anos, bodas.

Homens: Meias, sapato e cinto obrigatoriamente pretos, sendo os calçados de couro e sola de madeira, ternos completos compostos por calça social e paletó abotoado não necessariamente das mesmas cores, camisa social de manga comprida e lisa, e gravata. Hoje em dia, o colete é dispensável. Para os homens, After Five ou Business Formal, o dress code é o mesmo.

Mulheres: Para mulheres, no After Five, se dispensa os vestidos longos, e indica o uso de vestidos de cocktail. Os sapatos podem ser tanto os com saltos quanto os mais baixos, mas ainda assim com uma sofisticação condizente com a roupa e com o evento. No Business Formal, indica-se o uso de terninhos, ou vestidos sob-medida, com um look mais condizente com negócios.

4) Cocktail Attire | Cocktail Wear | Passeio | Esporte Fino | Alto Esporte | Tenue De Ville

Chamado popularmente de Esporte Fino, você ainda terá que se conter para apelar para o jeans nesse traje que não obriga tanta formalidade, mas também não abre mão da elegância. Muitas pessoas acreditam que no traje Passeio já é permitido o uso do jeans por ser um pouco mais informal, e até mesmo alguns blogs de moda divulgam isso, mas ainda não é. E inclusive, por isso, alguns desavisados costumam ser impedidos de entrar em determinadas boates de Milão.

Eventos: Almoços, teatro, festas de 15 anos, eventos culturais, inaugurações, e boates sofisticadas.

Homens: Calça social, blusa social (coloridas, com riscas, listras finas, ou xadrez miúdo), camisa lisa se usada com blazer, e sapatos. As meias pretas e a gravata já não são mais obrigatórias.

Mulheres: Look em duas peças, vestidos, túnicas, tailleurs, terninhos. Bolsas um pouco maiores do que nos trajes anteriores são permitidas. Saltos, sandálias e sapatos baixos condizentes com o restante do traje. Roupas um pouco mais discretas, com um pouco menos de brilho, do que o look anterior after five permite.

5) Casual | Esporte | Esporte Casual

Agora você pode usar o seu jeans, mas escolha de acordo com a ocasião! Eventos mais formais, à noite, mas que não chegam a ocupar a formalidade do traje passeio, pedem jeans mais escuros, mais trabalhados por exemplo. Camisas de time, e tênis esportivos demais ainda ficam proíbidos, não é porque esse traje recebe o nome de “Esporte” que virou também um oba-oba. O traje é Esporte, mas o look não temático. Dentro dessa categoria existem inúmeras divisões, entre elas: Casual Chic, Business Casual, Smart Casual,… Mas o importante mesmo, é adequar a casualidade ao evento. Em um churrasco da empresa por exemplo, evita-se shorts curtos e blusas muito decotadas.

Eventos: Churrascos, festas infantis, almoços informais, exposições,…

Homens: Camisas, pólos, calça jeans, bermudas no estilo “cargo”, tênis despojado ou no estilo low profile, sapatênis. No frio, use blazers, casacos de lã, suéters, ou jaquetas.

Mulheres: Shorts, bermudas, sapatilhas, blusas e vestidos de alcinha, suéter, saias, rasteiras, botas, e tênis (assim como falei no caso dos homens, não os esportivos que você usa para malhar).

Katy Perry, Moschino, Jeremy, polêmicas e o Milan Fashion Week

Bom, pelo tempo que estou em Milão , conclui que: Milan Fashion Week sem polêmica, não é Milan Fashion Week. E não fico surpresa que a polêmica da vez ocorreu na última quinta-feira (20) no desfile da Moschino, cuja a coleção foi assinada este ano pelo Jeremy Scott. Jeremy Scott, como esperado, apresentou uma coleção exótica. Com direito a referência ao Mc Donalds, Bob Esponja e estampa de Vaca. Mas como se isso por si  só, já não fosse polêmico… Katy Perry desfilou pela grife.

Com 50 minutos de atraso, Katy entrou na passarela com um look incrivelmente de bom gosto, porém, foi recebida as vaias pelo público que não aprovou essa demora. Pra fechar sua presença com chave de ouro, se pronunciou ainda sob a passarela: “Calem a boca, vocês todos terão suas fotos”! Vejam a seguir, o vídeo:

 

Não sei porque, mas Katy me lembrou alguém que vive atrasada também desde que chegou em Milão…

Os 10+ do Milan Fashion Week – PE 2014

Entre os dias 18 e 23 de setembro, ocorreu aqui em Milão a semana de moda reunindo grifes como Gucci, Prada, Roberto Cavalli, Dolce & Gabanna, Versace e Giorgio Armani, apresentando suas coleções de Primavera para mulheres. Diferente do que acontece na semana de moda do Rio, conhecida como Fashion Rio, o evento aqui acontece por toda a cidade, e é aberto ao público.

 

A Gucci foi a primeira grande grife a desfilar, e apresentou uma coleção claramente inspirada no Art Nouveau, com alguns cortes que se assimlavam a kimonos. Muita transparência, principalmente em detalhes. O magenta, azul, violeta e o verde predominaram na coleção que segue a linha esportivo-chic, e compuseram um desfile incrivelmente sexy.

A Just Cavalli, grife do estilista Roberto Cavalli destinada ao público mais jovem, apresentou estampas simplesmente divinas. Mesclando animal print, com cores vibrantes alcançando o neon, xadrez,  flores e animais tropicais, vimos uma mistura que deu super certo, dando um ar de anos 90 a coleção. Na recém-inagurada Lola Vie, você já pode encontrar uma regata linda com estampa de arara, em cores vibrantes! Tudo a ver com essa tendência que foi apresentada pelo Cavalli!

Com a trilha sonora de Britney Spears, a Prada desfilou com cores vibrantes, e estampas baseadas em murais de ruas, através dos trabalhos dos artistas Miles El Mac Gregor, Mesa, Gabriel Specter, Stinkfish, Jeanne Detallante, Pierre Mornet e do grafiteiro Diego Rivera. Muito vermelho, azul e verde… estampas com desenhos em grande escala, fazendo alusão as mulheres e ao subúrbio.

A Emporio Armani veio com a coleção predominando as cores cinza-azul e verde, uma alusão as águas e as florestas tropicais. Estampas florais quase que abstratas, estampadas nas roupas e também em alguns acessórios. Muita leveza, movimento e um brilho sutil que dão um ar de reino encantado ao conjunto.

Encerrando o terceiro dia da Semana de Moda, a Versace apresentou uma coleção com as cores verde, vermelho, lilás e o turquesa. Assim como algumas outras grifes, também apresentou uma estampa floral beirando o abstrato. A delicadeza das roupas, constratavam com os acessórios que seguiam mais a linha heavy-metal, com muitas correntes, ganchos de metais, e cintos com fivelas também metálicas.

No quinto dia, vimos mais uma vez o trabalho do Cavalli, dessa vez com a grife Roberto Cavalli. Uma coleção com franjas, couro, miçangas, correntes, estampas tribais, animal print de cobra e sandálias gladiadoras, que mesclam uma ideia de musa do Olimpo, com uma delicada india xamânica. Cores em tons claros de cinza, azul, rosa e verde. Cavalli não foi nada menos que espetacular nessa coleção, e vale a pena conferir seu trabalho na íntegra fazendo uma busca na internet.

Moschino comemorou em grande estilo os seus 30 anos, com muito preto, branco, cinza e vermelho. Estampas florais com desenhos em média escala, também tornando-as mais abstrata, como vimos nas demais grifes. Listras em preto e branco irregulares, e o xadrez em um estilo similar ao que foi tendência nos anos 80 e 90.

Rolou um breve boato por aqui que este ano ela não desfilaria, mas a grife Dolce & Gabbana compareceu, e mostrou sua coleção nas cores vermelho, verde, azul, creme, e em dourado, que foi um luxo a parte. Estampas em preto e branco de bolinhas de tamanho médio, flores de cerejeiras, e inspirações no Império Grego-Romano. Além de muita transparência, rendas e ouro barroco.

A grife Salvatore Ferragamo entrou em cena no penúltimo dia da Semana de Moda de Milão, com o dourado, o azul quase preto, bege e muita estampa de cobra em calçados e jaquetas. Saias com cortes irregulares e com pregas, no estilo estudante moderna.

No último dia de desfiles, Giorgio Armani, apresentou sua coleção nas cores cinza, rosa (pink e pastel), azul e violeta. Reforçou a tendência de motivos florais quase abstratos, e transparência. Como acessórios, alguns looks entraram com lenços estampados no lugar dos colares, ou os já conhecidos max colares que seguiram as cores da coleção.

Fotos: NowFashion