Fendi, o restauro da Fontana di Trevi e a crise italiana

Finalmente abriu um espaço para encaixar Roma na minha vida e lá fui eu louca para ver a Fontana di Trevi.

Alguns dias antes, me deparo com a notícia de que o local já estava em processo de restauro e todo o meu plano de jogar a moedinha na fonte e fazer o meu desejo, iria por água abaixo. Na verdade, água seria o que eu não iria ver no local.

As obras na Fontana di Trevi  já era anunciada desde 12 de dezembro de 2012, quando a grife italiana firmou o contrato no qual se comprometia em investir na restauração do monumento aplicando cerca de 2 milhões de euros.

Apesar de todo o marketing que foi feito com o objetivo de não cessar o turismo no local, a verdade é que chegar para ver o monumento envolto por andaimes e sem água é um pouco decepcionante. A restauração teve início em junho e nesta semana, no primeiro dia que fui ao local, ainda não haviam disponibilizado a passarela que já deveria estar em funcionamento até o final do mês passado. Conversei com um senhor que monitorava a obra e o mesmo me disse que tudo ocorrendo bem ela estaria disponível na manhã seguinte. Voltei e mais uma vez tive que lidar com a frustração: uma fila enorme para se aproximar mais das esculturas e policiais apressando os visitantes que mal conseguiam tirar suas fotos ou lançarem suas moedinhas na fonte. Sem água.

Todos os monumentos de Roma praticamente estão em processo de restauro com ajuda da iniciativa privada, como é o caso do Coliseu que recebeu 25 milhões oriundos da empresa de calçados Tod’s. Ainda que seja um susto para os turistas encontrar praticamente toda a cidade em obra e se deparar com paisagens bem diversas dos cartões-postais, a prefeitura de Roma como já anunciado, não teria condições de arcar com tudo isso. A Fendi, no caso, considerando o investimento feito em outro complexo de fontes da cidade, está investindo mais de 320 milhões. Em contrapartida, após esse investimento, a grife terá uma placa ao lado do ponto turistico informando a sua contribuição.

A previsão para o fim das obras na Fontana di Trevi e no Coliseu é para o segundo semestre 2015, mas outros locais também podem ser avistados passando por restauros como é o caso do Altare della Patria e da Piazza St. Pietro (Vaticano). Esse tipo de acordo entre Governo e as empresas privadas foi feito justamente com o intuito de driblar a crise no país, já que os cofres públicos atualmente se encontram vazios mas os bolsos dos políticos não e o turismo faz o capital externo entrar no país. Para as grifes italianas isso também é uma vantagem, não pensem que todos se solidarizaram com o pobre do Netuno rachado na Fonte… são os famosos cartões-postais do país que atraem os turistas, os mesmos que compram e  promovem o movimento comercial no país. Outras marcas também estão investindo em arte dentro da Itália, como a luxuosa grife Prada que sem divulgar o valor investido, restaura “A última ceia” de Giorgio Vasari que foi danificada após ficar horas debaixo d’água em 1966 quando Florença inundou.

Sapatos, Heineken,…E machismo? Será?

Quarta-feira começou a ser veiculada a propaganda da Heineken anunciando a final da Champions League que ocorre hoje as 15h45 . Assista:

Heineken anunciou uma promoção em parceria com uma loja de sapatos, a qual entrará em liquidação exatamente no horário do jogo da UEFA, para fazer sua publicidade através de uma brincadeira entre a a relação homem x mulher. Obviamente a patrulha dos politicamente corretos começou a bater na tecla de que a propaganda era machista, que mulher também pode gostar de futebol, e todo esse mimimi que acontece todo santo dia por algum motivo idiota hoje em dia. Aí eu pergunto: Quantas mulheres sabem quem vai disputar a final hoje? Quantas mulheres são apaixonadas por sapatos?

Particularmente, prefiro assistir a final do que comprar sapatos (mas se fosse liquidação de vestidos eu ficaria com a liquidação, gente. <3), assim como eu e outras mulheres que gostam de futebol, tem homens que preferem comprar e não ligam muito para futebol. Achei a propaganda simplesmente genial! Ela brincou com algo que realmente acontece, ainda que não inclua todos, e não vejo machismo algum brincar com um comportamento que tende sim ser feminino ao se interessar mais por sapatos do que por futebol. Não é a Heineken que afirma esse comportamento como sendo predominante, é a sociedade, e ela se utiliza disso apenas para fazer uma publicidade bem humorada.

Outro comercial da Heineken de um tempo atrás que brinca com essas preferências (não regras), é este:

Eu sou mulher, prefiro cerveja e futebol a sapatos, e ainda acho genial as duas propagandas. Sinceramente, acho que essa galera que toda hora gosta de levantar a bandeira da revolta e não consegue ver bom humor nisso, no mínimo ficou magoada por não saber nem que terá jogo, e estava desinformada que hoje era dia do namorado (ou namorada) dar menos atenção. Como falei no post “O rolezinho da classe média“, parem de querer achar preconceito em tudo, discriminação em tudo,…e se analisem dentro de cada situação, analisem a sociedade antes de simplesmente seguir a maré da revolta e começar a protestar (no Facebook), ainda que existam muitas mulheres que gostam de futebol, é inegável que a maioria de nós damos mais importância a uma liquidação do que a um jogo.

Bom, para agradar todos os gostos:

– Quem quiser comprar sapatos

http://www.shoestock.com.br/ – liquidação começa às 15h45 no horário de Brasília.

– Quem quiser assistir ao jogo

Real Madrid x Atlético (não é mineiro, não é paranaense,… é de Madrid, o campeonato é Europeu!)- 15h35

O jogo poderá ser assistido na ESPN, onde a cobertura começa às 14h.

– Para as revoltadas que também querem assistir ao jogo de pirraça
Vão beber Brahma! (que faz uma campanha chamada “Movimento11” para separar o dia dos namorados da abertura da Copa)
Lista de bares divulgados pela Brahma, que aproveitou a campanha genial da Heineken, para fazer contra-publicidade entre os revoltados: http://www.pedidadehoje.com.br/

E só pra lembrar quem aplaude a crítica da Brahma a Heineken:

Moschino e um consumismo acéfalo

Em fevereiro deste ano, Jeremy Scott lançou a sua primeira coleção a frente da Moschino. Particulamente não costumo apreciar as criações dele, porém, tenho que admitir: ele foi genial em sua última coleção. Não porque o produto está sendo vendido, está aparecendo na maioria dos blogs de “Moda”, nacionais ou internacionais. Mas sim porque ele está fazendo muita gente nesse meio de trouxa.  As pessoas infelizmente tem o costume de não avaliar bem o que compram. Apenas compram. Compram porque viu aquela blogueira que na verdade nada entende do assunto falar que é legal. Compram porque viu nas semanas de moda, porque viu na revista, porque é de marca, porque é caro.

Primeiro: sair por aí fantasiada de embalagem de batatas fritas do McDonalds não é legal.

Segundo: pagar caro pra sair fantasiada de embalagem de batatas fritas agrava a situação.

Terceiro: Jeremy Scott inseriu a imagem do fast food mais criticado em relação a qualidade de seus alimentos e influenciador da obesidade nos Estados Unidos, em um meio onde frequentemente se vive a ditadura da magreza.

Entre os modelos apresentados ao longo do desfile, além dos que foram inspirados no McDonalds, vemos embalagens de outras guloseimas, e este a seguir que faz referência a informações nutricionais. Reparem ao longo da estampa o quanto a palavra “Fat” (gordura/gordo) aparece:

Bom, então pra galera da “Moda” que apenas consome, e aplaude qualquer coleção de grife sem entendê-la, eu vou explicar: Jeremy Scott  fez uma crítica em sua coleção ao desenvolve-la em cima do logotipo do McDonalds. Uma crítica ao fast food também, mas principalmente ao consumismo, onde as pessoas apenas consomem sem se identificar com o produto. Garotas que vivem contando cada caloria, que sequer passam na frente de uma rede de fast food, muitas que sofrem de bulimia… Usando uma capinha de Iphone que faz referência ao McDonalds.  Porém, assim como as pessoas compram a magreza das revistas, compram também qualquer produto que supostamente gera um “status”, ainda que as duas ideias sejam paradoxais.

Você fashionista, blogueira, celebridade, ou apenas uma leitora dessas revistas de Moda e beleza que vive o ano todo em dieta, faz lipoaspiração, não sai da academia, e compra um produto da Moschinho da última coleção porque é Moschino… A crítica é você. Isso significa basicamente que você anda saindo por aí vestida de palhaça,  não só por parecer uma embalagem ambulante do McDonalds, mas porque você está comprando um produto com o qual você não se identifica. Ou talvez não se identifique com as modelos magérrimas, mas continua comprando as duas ideias.

Complementando essa interpretação da coleção, apresento a vocês a outra linha que ele seguiu ao longo do mesmo desfile: o dourado (que representa riqueza, dinheiro…) em evidência principalmente através da quantidade exagerada de colares. Uma retratação do consumismo, do poder de compra, e da compra desenfreada.

O melhor é que a crítica é TÃO ÓBVIA, e eu não vi nenhuma revista ou site  de Moda mencionar (se alguém conhecer, me mande o link), que na mesma coleção baseada no McDonalds… vemos:

Tcharan!! O Bob Esponja!

(e caso até hoje alguém ainda não tenha percebido, é uma esponja de limpeza…que absorve!)

Pois é… Esse é o Jeremy Scott rindo do mundo Fashion.

Pra finalizar, uma dica repassada a mim pela minha amiga Jéssica Duarte, também estudante de Moda: Blogueira Shame

O rolezinho da classe média

 

A Forever 21 desde que anunciada a sua chegada ao Brasil, trouxe também polêmicas. O burburinho da vez é a opinião da assistente social Maria Emília Cerutti (veja o vídeo aqui), que vem tomando as redes sociais principalmente acompanhada de críticas, condenando a declaração da mesma, que se posicionou contra a instalação da marca no shopping Village Mall no Rio de Janeiro.

O Village Mall já era anunciado como um shopping de luxo, voltado para a classe A, com grifes como Armani, Louis Vuitton, Valentino, etc… Ou seja, de alta costura. Como qualquer estabelecimento, definiram inicialmente qual o público que queriam atingir. Você, eu, classe média do Brasil, sabemos que não temos condições financeiras para comprar rotineiramente produtos dessas marcas, é duro aceitar, mas é a verdade. Talvez, adquirir uma vez ou outra um produto, mas certamente não somos nós que mantemos essas grifes por anos em atividade.

Bom, para você continuar lendo esse post, essa é a primeira coisa que você tem que aceitar do fundo do seu coração: você provavelmente não é o público alvo das grifes de luxo. Aceitando essa primeira parte, podemos dar continuidade… Eu não sei quais as condições financeiras dessa assistente social, mas partindo do pressuposto que é uma consumidora de marcas de luxo, classifico-a como classe A.

No Rio, temos a festa “Baile da Favorita”, que ocorre na Rocinha e vende ingressos a partir de 200 reais. É uma festa voltada para a classe média, que saem de seus apartamentos bem localizados, em bairros valorizados, e frequentam o baile funk por um valor equiparado aos de ingressos de shows internacionais, afinal, é “cool” hoje em dia ir a favelas e poder ostentar seu poder aquisitivo em um ingresso caríssimo para ouvir funk (o mesmo que ninguém suporta ao ouvir no Esquenta). A classe média invade o espaço das classes menos abastadas, porém, deixaria de frequentar certamente o Paris6, se o mesmo começasse a ser frequentado pelos moradores dos locais onde ocorrem os bailes funks.

Eu acho que a grande questão que faz a declaração dessa senhora ser tão criticada, é o simples fato de que agora a crítica foi direcionada para a classe média. A mesma que enche a boca pra falar que comprou uma calça da Zara, enquanto a mesma fora do país tem preços tão populares quanto uma H&M. A mesma classe média que torce a cara para uma Riachuelo, enfrenta filas gigantescas para comprar em uma loja tão popular quanto como é a Forever 21. Porém, a Forever 21 não é brasileira… Vocês viram a marca em uma de suas viagens para Nova York, no qual, provavelmente voltaram trazendo um PS4 por um valor muito mais em conta, já que no Brasil essa compra pesaria no seu orçamento.

Sabem aquela frase que também corre as redes sociais, “Seja a mudança que você quer ver no mundo”? Sugiro a classe média, e quando falo isso me refiro a mim também, a parar de compartilhá-la e começar a refletir sobre ela.

Sejam honestos ao menos com vocês mesmos: vocês continuariam frequentando Paris6, Outback, Mirroir, ou qualquer outro local voltado para a classe média,…continuariam comprando na Zara, na Animale, na Farm,… Se as camadas mais populares do país também começassem a ter acesso? Imaginem aquele local que vocês frequentam no final de semana, acompanhados dos amigos que possuem condições financeiras semelhantes, invadidos por favelados ao som de funk no celular. Vocês realmente não teriam um pensamento semelhante ao dessa assistente social?! Vocês não escolhem os locais que vão pelo status também? Vocês podem até curtir um samba na Pedra do Sal, podem até ir pra quadra da Mangueira, mas a maioria se sente incomodada sim quando pessoas de classes sociais menores invadem os espaços que frequentam, após assumirem que o local é destinado a uma classe mais elevada.

Pra encerrar, a minha opinião pessoal:

1) o Village Mall errou por ter saído tão bruscamente da proposta inicial. Aqui em Milão, apesar de não termos shoppings, a H&M não ocupa a mesma rua que o Cavalli. Isso não tem nada a ver com preconceito, e sim com estratégias de negócios. Quem compra na H&M é quem compra na Zara, quem compra na Bershka… Quem compra Cavalli, é quem compra na Chanel, é quem compra na Cartier.  E isso não me impede, e nem me faz sofrer preconceito se resolvo andar na rua das lojas de grifes com as minhas sacolas da H&M.

2) Todos devemos questionar até onde vai o nosso preconceito e até onde a segregação nos incomoda. Ela nos incomoda sempre, ou só quando nós somos atingidos?

3) A classe média está sofrendo uma crise de identidade, e a frase usada ironicamente pela mesma como “a classe média sofre” acompanhando  foto na piscina de um hotel 5 estrelas, faz mais sentido quando vejo essas críticas em relação a declaração da Maria Emília Cerutti entrando em choque com os comportamentos habituais.

E finalmente… Forever 21 no Brasil! Agora de verdade!

Enquanto a Zara no exterior também pode ser considerada uma Fast Fashion mas chegou ao Brasil como grife, a Forever 21 esse ano promete fazer diferente. Ou melhor… Fazer igual. Conhecida já por nós brasileiros por vender uma variedade grande de roupas, seguindo as tendências, e com preços acessíveis até então fora do país, o anúncio que surgiu no ano passado finalmente irá se concretizar, e teremos as inaugurações da rede em terras tupiniquins.

Foto: Exame.

A primeira loja no Rio finalmente tem data, dia 21 de março as roupinhas com preços baixíssimos poderão ser encontradas no Village Mall, na Barra da Tijuca. Em São Paulo, no Morumbi Shopping, já no próximo dia 15. A rede de Fast Fashion norte-americana chegou pra causar o alvoroço, e além dos preços baixos que prometem não passar de 150 reais, passando por calças de 30 e blusinhas de 8, anunciou que os 500 primeiros consumidores nas inaugurações, marcadas para as 10h dos respectivos dias, ainda receberão brindes.

Quanto a manutenção dos preços baixos, a Forever 21 também já se pronunciou, e falou que já levaram em consideração os impostos no Brasil e futuras variações no dólar. Quanto as coleções, também promete peças condizentes com as encontradas fora do país considerando apenas as temporadas, ou seja, de acordo com as estações do hemisfério sul. Para os que preferem a comodidade de comprar de casa, pela internet, infelizmente ainda não se tem nada confirmado sobre a venda online no Brasil.

Pra abril, se espera também a inauguração da marca em Porto Alegre. E até o final de 2014, foi prometida as inagurações da grife também em Brasília, Ribeirão Preto, mais uma no Rio de Janeiro, e mais uma em São Paulo.

Quarta-feira fashion: jeans por 60,90 reais!

Look I:

– Camisa Farm – R$: 298,00;
– Jeans TNG – R$: 139,90;
– Colar Espaço Fashion – R$: 54,00;
– Bolsa FiveBlu- R$: 134,90
– Scarpin FiveBlu – R$: 89,90

Total: 716,70

Look II:

– Jeans Anna Flynn- R$: 60,90;
– Blusa Renner- R$: 99,90;
– Colar Anna Flynn- R$: 9,90;
– Bolsa Queens- R$: 99,90
– Scarpin Beira Rio- R$: 69,90

Total: 340,50

O que vestir? Veja o Dress Code do Casual ao White Tie.

Esses dias, cinco horas da manhã aqui na Itália, e recebo uma mensagem por Facebook de um amigo me pedindo ajuda. Ele irá para um restaurante em Dubai que aponta qual traje deve ser utilizado, no caso “Smart Casual”, e não sabia o que vestir.

Para acabar com todas as dúvidas quanto ao traje, resolvi escrever o post de hoje explicando cada um, e apontando o que deve ser usado tanto por homens quanto por mulheres, principalmente quando o mesmo já é especificado no convite. Mas aqui em Milão por exemplo, mesmo quando esse traje não é informado de forma precisa, alguns locais esperam que você saiba a roupa adequada e inclusive te impedem de entrar se você não estiver de acordo. Portanto, vou correlacionar brevemente os trajes a determinados tipos de evento, para que vocês saibam identificar o traje apropriado para cada local.

Às vezes os diversos nomes que existem para especificar um mesmo traje que acabam confundindo, então abaixo você também pode conferir essas variações. Seguimos do MAIS formal, para o MENOS formal:

1) White Tie | Casaca | Ultra-formal | Cerimônia comprido | Cravate Blanche:

Você recebeu um convite da Rainha da Inglaterra para um evento no Palácio de Buckingham, tirou foto do convite pra postar no Instagram para causar a inveja nas inimigas, botou até a hashtag #BeijinhoNoOmbro, mas não sabe o que usar? Vá de White Tie. Esse é o traje mais formal de todos, acima inclusive do Black Tie que iremos falar a seguir, e que muitos acham que está no topo do Dress code.

Eventos: jantares com chefes de Estado, cerimônias protocolares, cerimônia do Prêmio Nobel. (O Oscar, por etiqueta, deveria ser inserido aqui também, mas… já virou uma bagunça)

Homens: Fraque preto, camisa branca lisa com ponta de colarinho quebrada, colete branco, gravata borboleta branca amarrada pela própria pessoa, calças compridas completas, e sapatos de couro brilhante. Opcionalmente, pode-se usar cartola preta de seda, chapéu de ópera dobrável, luvas brancas de camurça, suspesórios, relógios de bolso, lenço branco, e sobretudo.

Mulheres: vestidos finos de comprimento a partir do tornozelo e com cores clássicas, clutch, joias vintage ou couture, saltos preferencialmente agulha ( entre 7 e 12 cm). Opcionais são: luvas ópera brancas ou combinando com o vestido, tiara, casaco de pele.

2) Black Tie | Gala | À rigor | Formal | Tenue de Soirée:

Na verdade, em Black Tie existem três variações: Black Tie, Black Tie Optional/ Black Tie invited, e Creative Black Tie/ Black Tie Festive.

Eventos: noites de gala, bailes, grandes premiações, recepções formais de casamento, eventos luxuosos e sofisticados.

Homens: No Black Tie, homens devem usar Smoking completo, gravata borboleta preta, camisa branca de pala pregueada e com abotoaduras, e faixa de cetim. Opcionalmente, podem usar suspesórios. Já no Black Tie Optional, os homens podem optar por um terno escuro, camisa branca e uma gravata conservadora. E no Creative Black Tie, Smoking, camisa preta, e sem gravata se preferir. Sapatos sempre verniz, ou de couro normal muito bem lustrados.

Mulheres: Deverão usar necessáriamente vestidos quando Black Tie Formal, que não podem ser substituidos por um look de duas peças. Dependendo do horário do evento, é aceitável vestidos a partir de 5 cm acima do joelho, mas é preferível os longos. Carteiras e bolsas pequenas, joias ou bijuterias extremamente finas. No Black Tie Optional, as mulheres podem usar vestidos de cocktail, e no Creative Black Tie podem optar por calças de Smoking feminina, mas sempre de salto alto.

3) Informal | Semi-Formal | Passeio Completo | Social

Errôneamente muitas vezes chamado de Formal, que na verdade se refere ao Black Tie tradicional, o traje mais conhecido como Passeio Completo e Social na verdade é dividido em duas categorias: After Five e Business Formal.

Eventos: jantares, coquetéis, óperas, casamentos, comemorações oficiais, festas sofisticadas de 15 anos, bodas.

Homens: Meias, sapato e cinto obrigatoriamente pretos, sendo os calçados de couro e sola de madeira, ternos completos compostos por calça social e paletó abotoado não necessariamente das mesmas cores, camisa social de manga comprida e lisa, e gravata. Hoje em dia, o colete é dispensável. Para os homens, After Five ou Business Formal, o dress code é o mesmo.

Mulheres: Para mulheres, no After Five, se dispensa os vestidos longos, e indica o uso de vestidos de cocktail. Os sapatos podem ser tanto os com saltos quanto os mais baixos, mas ainda assim com uma sofisticação condizente com a roupa e com o evento. No Business Formal, indica-se o uso de terninhos, ou vestidos sob-medida, com um look mais condizente com negócios.

4) Cocktail Attire | Cocktail Wear | Passeio | Esporte Fino | Alto Esporte | Tenue De Ville

Chamado popularmente de Esporte Fino, você ainda terá que se conter para apelar para o jeans nesse traje que não obriga tanta formalidade, mas também não abre mão da elegância. Muitas pessoas acreditam que no traje Passeio já é permitido o uso do jeans por ser um pouco mais informal, e até mesmo alguns blogs de moda divulgam isso, mas ainda não é. E inclusive, por isso, alguns desavisados costumam ser impedidos de entrar em determinadas boates de Milão.

Eventos: Almoços, teatro, festas de 15 anos, eventos culturais, inaugurações, e boates sofisticadas.

Homens: Calça social, blusa social (coloridas, com riscas, listras finas, ou xadrez miúdo), camisa lisa se usada com blazer, e sapatos. As meias pretas e a gravata já não são mais obrigatórias.

Mulheres: Look em duas peças, vestidos, túnicas, tailleurs, terninhos. Bolsas um pouco maiores do que nos trajes anteriores são permitidas. Saltos, sandálias e sapatos baixos condizentes com o restante do traje. Roupas um pouco mais discretas, com um pouco menos de brilho, do que o look anterior after five permite.

5) Casual | Esporte | Esporte Casual

Agora você pode usar o seu jeans, mas escolha de acordo com a ocasião! Eventos mais formais, à noite, mas que não chegam a ocupar a formalidade do traje passeio, pedem jeans mais escuros, mais trabalhados por exemplo. Camisas de time, e tênis esportivos demais ainda ficam proíbidos, não é porque esse traje recebe o nome de “Esporte” que virou também um oba-oba. O traje é Esporte, mas o look não temático. Dentro dessa categoria existem inúmeras divisões, entre elas: Casual Chic, Business Casual, Smart Casual,… Mas o importante mesmo, é adequar a casualidade ao evento. Em um churrasco da empresa por exemplo, evita-se shorts curtos e blusas muito decotadas.

Eventos: Churrascos, festas infantis, almoços informais, exposições,…

Homens: Camisas, pólos, calça jeans, bermudas no estilo “cargo”, tênis despojado ou no estilo low profile, sapatênis. No frio, use blazers, casacos de lã, suéters, ou jaquetas.

Mulheres: Shorts, bermudas, sapatilhas, blusas e vestidos de alcinha, suéter, saias, rasteiras, botas, e tênis (assim como falei no caso dos homens, não os esportivos que você usa para malhar).

Quarta-feira fashion: com peças a partir de 25,90 reais

Como anunciei semana passada,  todas as quartas postarei dois looks similares com faixas de preço diferentes. Então, seguem os looks dessa semana:

Look I:

– Blusa Desigual- R$: 169,00
– Clutch Anna Flynn- R$: 139,90;
– Colar Anna Flynn- R$: 49,90;
– Saia Juliana Jabour – R$: 319,90
– Scarpin Dumond – R$: 229,90

Total: 908,60

Look II:

– Camiseta Bo.bô – R$: 198,00;
–  Clutch WJ- R$: 109,90;
– Saia Pink Connection- R$: 49,90;
– Colar Anna Flynn- R$: 25,90
– Scarpin Vizzano- R$: 69,90

Total: 453,60

Tendência: roupas e acessórios com franjas de volta!

Há um tempo vimos esta tendência principalmente em bolsas, agora ela promete voltar também mais forte em roupas, e nos demais acessórios. Já sendo anunciada timidamente por alguns blogs de Moda na Itália desde os meados do ano passado (inclusive, mais ou menos na mesma época, eu comprei um max colar de franjas), agora ela promete invadir de vez as lojas.

Agora devemos ter o seguinte cuidado ao usá-la: não sair por aí parecendo a Pocahontas, o Carnaval já está acabando! Por isso, separei algumas referências pra vocês dessa tendência, tanto nos acessórios, quanto nas roupas.

Falando de um evento bem recente: Jennifer Garner, com seu vestido de franjas prateadas no Oscar 2014, desenhado pelo estilista Oscar de la Renta.

Vestidos longos e curtos, seguem a tendência das franjas.

As franjas estarão em saias curtas, saias longas, e shorts. Para looks diurnos e noturnos.

Nas bijuterias, além dos brincos de franjas que já são comuns de encontrar, os max colares também seguem essa tendência.

As bolsas bolsas com franjas podem ser encontradas tanto nos estilos mais clássicos, quanto nos mais inovadores, como é o caso das bolsas pra noite/festa com franjas longas.

Cropped tops com franjas unindo duas tendências.

Franjas em todos os lugares, e nos sapatos, em todos os tipos: saltos, rasteiras, sapatos mais fechados, e tênis.

Quarta-feira fashion: Looks para todos os bolsos.

A partir de hoje, todas as quartas, postarei 2 looks similares com faixas de preços diferentes. O primeiro um pouquinho mais caro, e segundo mais econômico. Pra começar, temos os looks abaixo:

Look I:

– Saia Ellus – R$: 129,50;
– Blusa Animale- R$: 479,00;
– Bolsa Via Mia – R$: 99,00;
– Sandália Santa Lolla – R$: 249,90
– Brincos 3:AM – R$: 174,90

Total: 1132,30

Look II:

– Saia Shop 126 – R$: 55,90;
– Blusa Colcci- R$: 149,90;
– Bolsa Vogue- R$: 134,90;
– Sandália Lilly’s Closet – R$: 119,90
– Brincos NightStar- R$: 34,90

Total: 495,50